Congregação das Servas de Maria Reparadoras

A venerável Madre Elisa Andreoli nasceu no dia 10 de julho de 1861, em Agugliaro – Itália, filha única do casal Margherita Ferrareto e de Marco Andriolo.

Quando Elisa tinha cinco anos de idade, o pai deixou a família em busca de melhores condições econômicas, porém nunca mais retornou. Em meio a tantas dificuldades, sua mãe não mediu esforços para investir na educação cultural e cristã de sua filha em vista de oferecer-lhe um futuro melhor.

Em Veneza, a jovem Elisa Andreoli, cursou o Magistério e, com 17 anos de idade, conseguiu o diploma de professora e habilitação nos idiomas de francês e italiano. Obtém assim, um diploma que lhe permite desenvolver um trabalho muito solicitado num período de forte analfabetismo na Itália.

Movida pelo ideal da educação, foi professora no ensino público na cidade de Vidor, no norte da Itália, onde se destacou por sua dedicação à educação com crianças pobres e com seu exemplo de vida, sendo seu trabalho reconhecido pelo poder público e toda a população da cidade.

Elisa foi uma jovem de fé e de coragem que buscou incessantemente discernir a vontade de Deus para sua vida. Além de educadora, sentia o chamado de Deus para algo maior para sua vida. Tentou duas experiências de vida religiosa, mas os desígnios do Senhor se manifestaram diversamente. Foi em Vidor (Treviso), que com sua mãe, Magherita Ferraretto e mais duas companheiras, no dia 12 de julho de 1900, deram início oficialmente à Congregação das Irmãs Servas de Maria.

Elisa Andreoli agregou a nova fundação de “Servas de Maria” à espiritualidade da Ordem dos Servos de Maria por identificar-se com o estilo de vida, de vivência fraterna, serviço evangélico e de inspiração à Nossa Senhora das Dores.

A incorporação, da Reparação Mariana, ocorreu por intermédio de Maria Inglese, ao ingressar na Congregação em 1911, em Rovigo – Itália, a qual, deu um impulso particular e constitutivo da espiritualidade da Congregação. Desta forma, a Congregação é reconhecida oficialmente pela Igreja, em 1913, com novo nome de “Irmãs Servas de Maria Reparadoras”.

M. Elisa Andreoli com alunos – Adria, Itália, 1923

A escola de Vidor foi a primeira obra educativa da Congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras na sua origem. Nesta escola, Elisa foi professora e Diretora por 17 anos.

Ao ter seu trabalho conhecido, tanto pelo setor público, quanto pela Igreja, Elisa, em 1902, inicia uma nova missão educativa na cidade de Ádria, em um orfanato de meninas. Hoje, neste mesmo local, ainda funciona uma Escola de Educação Infantil. Nesta cidade, Elisa viveu maior parte de sua vida, como Fundadora da Congregação. Desde a fundação, Madre Elisa Andreoli se preocupou e se dedicou à Educação, pois, compreendeu que através da educação era possível transformar a vida das pessoas e de seus contextos.

Nossa Senhora das Dores – Bartolome Esteban Murillo ‘Mater Dolorosa’, 1660-1670, Escola de Espanhol

Aos poucos, com o ingresso de novas vocações, a Congregação foi crescendo e novos pedidos foram surgindo na área da educação e evangelização, expandindo-se rapidamente em várias partes da Itália. Com a explosão da Primeira Guerra Mundial em 1914–1918, as Irmãs tiveram que deixar algumas de suas casas. Em meio a tantos sofrimentos e necessidades, elas prestaram solidariedade ajudando os feridos pela guerra, acolhendo crianças órfãs. Aos poucos, as Irmãs foram ampliando sua atuação na educação, passando a atender também no setor de saúde, pastoral, projetos sociais, ou seja, nas diversas formas de evangelização e promoção humana.

Maria aos pés da cruz de Jesus é o ícone inspirador que levou Madre Elisa Andreoli a viver a solidariedade na alegria e na dor sem distinção, permanecendo com o olhar atento e voltado para as realidades de maior necessidade. Vislumbrava novos horizontes na esperança de colaborar na construção de um novo mundo mais humano e solidário, no desejo de: “tornar Jesus Cristo conhecido e amado por milhões e milhões de corações”, no empenho de: “ Em tudo AMAR, SERVIR E REPARAR.”

Primeira Escola – Local de Origem da Congregação – Vidor, Itália (1900)

Madre Elisa, atendendo ao apelo da Igreja do Brasil, em 27 de junho de 1921, envia seis Irmãs italianas, voluntárias para Sena Madureira, Estado do Acre. Desta maneira, toma lugar na história o gesto corajoso e carregado de fé de Madre Elisa e das pioneiras missionárias, em terras brasileiras. Aos poucos, a missão da Congregação, ultrapassou o Estado do Acre e se expandiu em vários estados do país. São 100 anos de missão da Congregação, no Brasil (1921 – 2021). Madre Elisa orientou a Congregação com muito amor e heroica dedicação até a sua morte ocorrida em estado de Santidade, em 1º de dezembro de 1935, em Rovigo, (Itália), com 74 anos de idade. Seu corpo se encontra em Rovigo, no Santuário Nossa Senhora das Dores (casa por ela idealizada e construída).

Atualmente, a venerável Madre Elisa está em processo de beatificação. O ideal da fundadora, aos poucos, se expandiu e continua vivo, sendo dinamizado por todas as Irmãs, colaboradores e membros da “Associação Nossa Senhora das Dores” que se colocam a serviço do Evangelho, no cuidado à vida e do planeta, na busca de construir uma sociedade mais humana, justa e solidária.

 

Hino das Servas de Maria Reparadoras
“Todas as nossas ações devem ser feitas em espírito de amor e Reparação.”
Madre Elisa Andreoli

1– Irmãs todas cantando o amor como
Maria depois do anúncio.
Gratas de sermos chamadas à missão.
Vamos amar, servir e reparar.

Reparadoras, servas de Santa Maria.
Reparadoras, servas de Santa Maria. (2x)

2– Reparadoras nos quer o amado,
servas de Santa Maria, a Serva.
Nela buscamos nos inspirar
pra viver e anunciar o Evangelho.

3– E com a grande família dos Servos
novos Cenáculos abramos ao mundo,
onde irmãos e irmãs todos juntos
o reconheçam na fração do pão.

4– Somos por toda a Igreja um sinal
que Pentecostes ainda continua,
testemunhando em muitas maneiras
a ternura e o amor de Deus.

5– A Deus que escolhe de sempre os humildes
e seu amor revela aos pequenos.
Com a Irmã Elisa cantemos
e como Maria louvemos ao Senhor.

“Deixai vir a mim os pequeninos”
(Lc 18,16).

Clique e assista ao vídeo: Vida e obra de Madre Elisa Andreoli

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